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sábado, 19 de setembro de 2015


NÓS PREJUDICAMOS NOSSOS GUIAS?

Dentre as inúmeras perguntas que recebo uma em especial, vinda de uma médium de outra casa, me chamou a atenção pela lógica da pergunta e por se tratar de uma preocupação que deveria ser de todos os médiuns praticantes:
Em alguns momentos, nós podemos prejudicar as nossas entidades de umbanda?
E a resposta é “obviamente sim”!
Vivemos falando em doutrina que, todos os nossos atos e condutas irão definir nossa qualidade como médiuns e sempre, tudo o que realizarmos dentro de nossa conduta mediúnica irá agradar ou desagradar os planos superiores e nossos guias precisam de disciplina e bons comportamentos para nos protegermos de nós mesmos e principalmente de nos defendermos das artimanhas das forças trevosas que sempre tenta nos induzir aos erros comportamentais.
Baseado nisso, falarei sobre a importância do “Orai e Vigiai” com relação as entidades, guias, protetores de umbanda, sobre o quanto nós os prejudicamos e atrapalhamos quando esquecemos dessa máxima, do quanto contraímos de karma quando os prejudicamos, não somente os nossos guias (que tudo perdoam), mas também as pessoas encarnadas que eles orientam e ajudam, como também, os desencarnados carentes de orientação ou disciplina.
Vejamos alguns erros comuns aos médiuns:
A consciência de que, quem realmente faz a umbanda são as entidades, consciência de que se você não estiver “prestando” pra trabalhar quem decide é a entidade, consciência do que é ser umbandista, consciência de que quem faz caridade é a entidade, guia protetor, guardião. Médium apenas resgata karma!
* Quando nos dirigimos aos terreiros “sujos”; o que é um médium da umbanda sujo?
Não se iludam achando que é somente o médium que não tomou o banho preparatório ou o banho comum mesmo, conheço e vejo, muitos médiuns que estão com os “banhos em dia” mas que sempre transmitem uma aura suja, ou seja, impregnada de sentimentos profanos.
Entenda-se por sentimentos profanos: ciúme, inveja, prepotência, arrogância, idolatria, avareza, pensamentos desequilibrados, indisciplina, indolência, etc. estando um médium munido de tudo isso, não há banho de ervas que tire ou limpe.
* Quando, durante a gira ou nos momentos de passe, deixamos o nosso mental ser impregnados por pensamentos torpes, profanos ou pouco elevados, como por exemplo:
1- Ficar observando os comportamentos dos irmãos de fé, manifestados ou não, sem que isso, em momento algum,  seja para pós gira, orientá-lo ou ajudá-lo á se corrigir, mas sim, para simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar e rir.
2- Observar o comportamento dos consulentes na hora do gira ou momento do passe, sem ser com o objetivo de orientá-los sobre a disciplina e as normas da casa, ou sobre o entendimento do que esteja sendo feito pela entidade, mas sim, novamente, simplesmente julgar ou entrar em rodas de conversas para criticar, zombar, rir ou manifestar interesses ainda piores...
3- Quando, em momentos de culto ou necessidade, nos recusamos a “dar passagem” aos nossos guias porque estamos tão preocupados com nossas próprias mazelas que achamos que não estamos em condições emocionais ou físicas para o trabalho mediúnico... Falsa humildade! Falso egoísmo!
Que tal deixarmos para as próprias entidades decidirem se estamos ou não em condições?


Se realmente estivermos sem condições para o trabalho, a própria entidade manifestada dará apenas a sua irradiação, mas não permanecerá acoplada.
Mas não né?  Insistimos em saber mais do que elas!
Além do mais esquecemos também, quantas vezes aprendemos durante o camboneamento das  consultas, quantas vezes vemos um consulente passando por  problemas semelhantes aos nossos e somos indiretamente orientados pelo guia em terra.
4- Quantas vezes durante os passes e atendimentos, por não “irmos com a cara” do consulente, interferimos na consulta, vibrando antipatia, atrapalhando a incorporação, ao ponto, muitas vezes, da entidade ter que apagar nosso discernimento,  encaminhar o consulente para outra entidade, ou ainda, ser obrigado a terminar logo a consulta? Somos sempre os certos, né?
5- Desejar sexualmente um (a) irmão (ã) de fé ou consulente; você esquece que as entidades do astral olham tudo?
Vocês se esquecem (se é que saibam disso) que a entidade que vocês estão servindo (seus guias) sente ou percebe estes pensamentos pecaminosos?
Vocês se esquecem (se é que saibam disso) que uma entidade devidamente manifestada ao perceber este padrão mental simplesmente desincorpora?
Toda vez que tomarmos qualquer atitude incoerente ou incompatível com a doutrina umbandista, nós prejudicamos não somente as nossas entidades, mas a própria umbanda.
Outros pequenos deslizes também prejudicam e entristecem muito nossos guias, detalhes que parecem pequenos, mas conotam bons ou maus comportamentos: sujar reinos da natureza, desrespeitar irmãos de fé, trair o nosso cônjuge, nos omitirmos diante de uma injustiça, silenciarmos diante de uma calunia, etc.
Eu poderia escrever muitas postagens a respeito do quanto prejudicamos as nossas entidades de umbanda, mas será que adiantaria? Será que você leria até o fim?
Porque o respeito ao preceito em não ingerir bebida alcoólica e não fazer sexo antes das giras, a grande maioria segue e respeita, mas por outro lado, do que adianta seguir estes preceitos disciplinares se nosso mental está preocupado com a “balada” que está marcada para depois da gira?
De que adianta não comer carne vermelha no dia do culto se você estiver pensando demasiadamente no chopinho que vai tomar após o gira, na pessoa que vai paquerar ou “ganhar”?
Será que você realmente estará com uma postura decente para o trabalho mediúnico, se estiver com isso na cabeça?
Como sempre alerto nossa família em doutrina, eu prefiro um médium que tenha feito sexo ou comido carne vermelha no dia de gira, mas que seu sentimento esteja voltado para servi-lo e para a caridade no dia da gira, do que um que não faça sexo ou tenha comido carne há um ano, mas esteja cheio de rancor ou inveja dentro do seu coração.
Não sejamos hipócritas! A espiritualidade tudo vê, tudo sabe e não cabe a você julgar o outro!
Se um médium faz sexo na véspera da sessão com a esposa dele, porque ficou viajando um mês inteiro ou muito atarefado e estava morrendo de saudades... Ora esse sexo será até salutar! ; afinal,  imaginem como estariam os pensamentos dele durante a gira:  só pensando na hora de ir embora pra poder “matar a saudade”.
Não iria atrapalhar mais? É você quem vai julgar isso? Ou é a entidade?
Penso que aprender a controlar nossos “instintos e apetites”, teoricamente é o que deveria nos diferenciar dos animais não?

Orai e vigiai sim, sempre, mas este comportamento só adianta se você tiver uma coisa chamada consciência!

Tenda-de-Umbanda-Ogum-Dele 

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